Esse artigo é ótimo, Guilherme.
Eu sempre me perguntei até quando vamos depender da boa noção de comunidade dos pesquisadores de segurança, que pressionam os fabricantes para lançarem correções.
Não conheço esse tipo de mercado, mas já ouvi que criminosos pagam muito melhor por uma vulnerabilidade do que os fabricantes. E estou pensando apenas nas vulnerabilidades de grande espectro, em um browser, flash, java, pdf ou coisa do gênero. Botar a mão em uma vulnerabilidade muito específica para um ataque bem direcionado pode valer até mais, dependendo do que ela habilitaria. (imagina um grande projeto de engenharia, segredos de Estado ou manipulações financeiras?)
No princípio imaginei que essas compras de zero-day apenas fariam as empresas de segurança que vendem vuln. assessment acumularem cartas na manga. Mas logo me dei conta que esse problema é ridículo. Órgãos de inteligência e guerra cibernética vão jogar isso em um patamar inimaginável. Não duvido que uma legislação qualquer no futuro exija que seu país administre as vulnerabilidades encontradas pelos seus cidadãos.
[]s, MM


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