Os crimes financeiros com ajuda da internet estão crescendo, diversificando-se e atingindo as operações de compra e venda de ações e opções. O promotor de justiça federal americano coordenador da área de crimes de telecomunicação e internet no estado de Maryland, Stuart Berman, apontou casos desse tipo, que considera ser a "pós-graduação" em crimes financeiros na internet, em palestra hoje pela manhã na sede de Sindicato e Associação dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro (Sberj/Aberj). A maior parte consiste em fazer o preço das ações de determinada empresa subir ou descer por meio de boatos na rede, em chats ou por e-mail, lucrando com isso. A mensagem pode ser mandada sob identidade falsa, inclusive como se fosse um relatório de banco.
Berman explicou que em geral a empresa é uma companhia aberta com pouca liquidez em que uma ordem grande de compra ou venda possa de fato mexer com os preços. O promotor citou um caso em que o crimino comprou ações de uma empresa em processo de falência e, usando computadores da Universidade da Califórnia, passou mensagem de que a empresa tinha sido vendida. A ação subiu com o boato e depois caiu novamente.
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