Mas que artigo interessante... Tenho algumas opiniões para compartilhar sobre ele:
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Antes de qualquer coisa é importante ressaltar que não estou me referindo ao maravilhoso “mundo GNU”, sob o qual centenas de milhares de comunidades colaborativas contribuem livremente para o desenvolvimento de um bem comum (software) e cujos produtos possuem incomparável qualidade. Refiro-me aos softwares comerciais, voltados principalmente para plataforma Windows
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Fiquei com a impressão que o autor não quis incluir o ClamAV (que é o único anti-vírus livre/comunitário que me vem à mente agora) nesta comparação, apesar do fato dele possuir a pior performance em desktops de todos os que já analisei, ficando bem atrás, incluive, das versões gratuitas dos produtos comerciais. Incomparável qualidade aqui ganha um outro sentido, inverso.
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Nesses casos, nos últimos anos, muitos fabricantes de antivírus (que são empresas com fins lucrativos e, sem exceção, possuem uma versão paga de seu produto), lançaram no mercado, talvez como estratégia comercial, uma versão gratuita com direito inclusive a atualizações. É aí que mora o risco velado ao qual me refiro!
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Talvez" como estratégia comercial? Não vejo outro motivo. O fabricante produz uma versão com funcionalidades reduzidas que atenda a um determinado nicho, com o objetivo de captar um usuário que poderá transformar em cliente, quando ele sentir necessidade de uma função não abrangida pela versão gratuita.
Eu não sei onde está o mal aqui. Se o usuário só precisa da função que a versão grátis oferece, bingo. Se o usuário (e neste caso me refiro ao gerente de TI) não consegue avaliar corretamente os riscos e escolhe o produto errado para o parque de máquinas da sua empresa, não vai ser a simples diferenciação entre versão paga ou versão grátis que vai resolver, já que temos vários fabricantes de versões pagas com produtos em diferentes categorias e com diferentes funcionalidades, todos eles sendo chamados de "anti-vírus" ou "internet security".
Alias, alguém avise a Microsoft que ela se meteu na maior enrascada e que o Morro será péssimo para a humanidade!
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- Os dois antivírus gratuitos mais usados no Brasil deixam claro que suas versões “free” não possuem qualquer tipo de suporte. Esse detalhe, que pode ser irrelevante para um usuário doméstico, passa a ser crucial em uma empresa numa eventual infecção generalizada dos computadores;
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Na minha opinião a falta de suporte é muito pior para o usuário doméstico que não tem pessoal especializado para ajudar.
Além do mais, que empresa vai ligar para o suporte do seu fornecedor anti-vírus para resolver um problema de contaminação generalizada? Se o anti-vírus pudesse fazer alguma coisa, já teria feito automaticamente. O que as pessoas estão comprando é uma solução de software e não uma consultoria.
A não ser que você seja um cliente de, sei lá, 20 mil estações. Neste caso talvez seu fornecedor dê uma certa atenção ao seu problema para poder colocá-lo na página de "cases" do produto. Mas como esse cenário deve afetar menos de 1% das empresas, se torna irrelevante em uma discussão onde o foco são empresas que não possuem tantos recursos como é comum em empresas do porte que exemplifiquei.
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- O uso de antivírus gratuito em uma empresa que possua link de Internet banda larga com endereço IP fixo, pode acabar deixando-a sem as atualizações, uma vez que o fabricante tem condições técnicas de identificar o grande volume de solicitações de atualização que partem diariamente de um mesmo endereço IP, podendo facilmente bloqueá-lo;
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Bom, aqui já estamos entrando em um nível que não é mais uma análise técnica, mas sim um chute pra lá de tendencioso. Se a empresa distribui um produto para o qual não permite atualização, ele certamente não faria sucesso e ninguém usaria. O simples fato de versões gratuitas serem usadas por tanta gente é que elas não deixam de funcionar por causa de ato deliberado de bloqueio apenas por serem gratuitas. Isso iria contra a própria estratégia comercial citada lá no começo.
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- Os fabricantes explicitam também que suas versões gratuitas de antivírus são voltadas exclusivamente para uso pessoal e doméstico, sendo vedado qualquer outro tipo de utilização. Isso quer dizer que, o administrador que permita a instalação de antivírus gratuito nos computadores de sua empresa está incorrendo em pirataria e pode responder judicialmente por isso.
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Outra vez um argumento tendencioso. O que estamos falando aqui são de soluções usadas dentro do cenário em que elas foram feitas para serem usadas ou estamos apenas falando dos riscos da pirataria? Pois se for o segundo, podemos tratar igualmente de "como é arriscado usar Windows pirata", "como é arriscado usar Office pirata" ou "como é arriscado usar anti-vírus pirata".
[]s, MM