São Paulo - Cracker publicou críticas pela manhã e voltou nesta noite a invadir página do curso de segurança para adolescentes.
O site do HackerTeen, curso de segurança da computação em Linux para adolescentes de 14 a 19 anos, foi alvo de uma pichação (defacement) na manhã desta quinta-feira (25/05). Na tarde de hoje, o cracker promoveu novo defacement na home page do site, que estava no ar até 19h10, com o título "HackerTeen é invadida novamente pelo Legion of Bozo".
Por cerca de duas horas, a página principal do site passou a hospedar um texto intitulado "Hackerteen, a farsa". Conforme registrado no site de segurança Zone-h.org o defacer identificado como Legion Of Bozo faz críticas pesadas ao curso, a profissionais que coordenam o HackerTeen e a outras iniciativas similares.
Nesta sexta-feira (26/05), a página inicial do site do HackerTeen passou a exibir uma mensagem a respeito dos ataques. "Estamos no rastro do autor e iremos tomar as medidas cabíveis. Tudo dentro da lei e sem fazer justiça com o próprio teclado", comenta o comunicado no site.
A versão atual da página oferece apenas links para os materiais do Gibi do HackerTeen, para a cartilha Diálogo Virtual e para um arquivo sobre a diferença entre hackers e crackers.
Conforme explicou Rodolfo Gobbi, presidente da 4Linux, empresa de desenvolvimento em software livre criadora do Hacker Teen, o cracker explorou uma falha na programação do site, que ganhou uma nova versão na sexta-feira (19/05).
O defacement foi realizado na mesma data em que o HackerTeen estava se preparando para colocar no site um Gibi com dicas de uso seguro da tecnologia a adolescentes, lançado na quarta-feira (24/05).
"O fato de usar o nome hacker e chamar a atenção para o uso incorreto da tecnologia deixou alguém incomodado", comentou Gobbi.
Com a entrada do novo site no ar, o número de visitas diárias chegou a 1.100, mas o volume de tentativas de invasão cresceu de 40 por dia para 150, informou o presidente da 4Linux. A empresa informa que já tomou medidas para elevar o nível de segurança do site e do data center que o hospeda.
A 4Linux também trabalha para identificar o log do pichador, embora, segundo Gobbi, a origem possa ser uma lan house ou um computador zumbi. Se identificado, o cracker também pode ser alvo de um processo por calúnia e difamação. "Se a pessoa deixou rastros, vamos identificá-la e processá-la porque nos sentimos ofendidos", afirmou.
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